Python foi criado no final dos anos oitenta(1989) por Guido van Rossum no Centro de Matemática e Tecnológia da Informação (CWI, Centrum Wiskunde e Informatica), na Holanda, como sucessor da linguagem de programação ABC, capaz de lidar com exceções e interagir com o sistema operacional Amoeba.

O nome da língua vem do gosto de seu criador pelos humoristas britânicos Monty Python. Van Rossum é o principal autor de Python, e seu papel central contínuo na decisão da direção de Python é reconhecido, referindo-se a ele como Ditador de Vida Benevolente (em inglês: Benevolent Dictator for Life, BDFL).

Python é uma linguagem de programação interpretada cuja filosofia enfatiza uma sintaxe favorecendo um código mais legível, além de ser “free”.

python como surgiu

Cenário Atual do Python

Atualmente, é gerenciada pela Python Software Foundation. Possui uma licença de código aberto, chamada Python Software Foundation License, que é compatível com a GNU General Public License a partir da versão 2.1.1 e incompatível em certas versões anteriores.

É uma linguagem de programação multi-paradigma, pois suporta orientação de objeto, programação imperativa e, em menor escala, programação funcional.

É uma linguagem interpretada, têm seus códigos fontes transformados em uma linguagem intermediária (específica de cada linguagem), que será interpretada pela máquina virtual da linguagem quando o programa for executado.

Usa tipagem dinâmica e forte, isso, significa que o próprio interpretador do Python infere o tipo dos dados que uma variável recebe, sem a necessidade que o usuário da linguagem diga de que tipo determinada variável é.

Hoje existem inúmeras linguagens no mercado que são fortemente tipadas, referenciando especificamente o Python para explicar a questão: Tipagem forte significa que o interpretador do Python avalia as expressões (evaluate) e não faz coerções automáticas entre tipos não compatíveis (conversões de valores), ou seja: Quando recebemos uma exception chamada TypeError ou seja, ao fazer operações com tipos incompatíveis, o Python não converte automaticamente esses tipos pra você, ele vai dar erro! Isso é bom, pois assim você terá a certeza que o seu resultado é mais consistente.

E é multiplataforma, funcionando igualmente bem em plataformas Windows, GNULinux, UNIX e Mac/Apple, assim como outras, indo desde supercomputadores até telefones celulares. Pode ser usado para desenvolver pequenas aplicações e protótipos rápidos, mas escala bem para permitir o desenvolvimento de programas robustos. Vem com um conjunto de ferramentas para Interface Gráfica do Usuário (GUI) poderoso e fácil de usar, bibliotecas para programação web, e muito mais.

E, o melhor de tudo é grátis. Python foi feita tendo com base na linguagem ABC, parte da sintaxe derivada do C, compreensão de listas, funções anônimas e função map derivadas do Linguagem Haskell.

Os iteradores são baseados na Icon, tratamentos de exceção e módulos da Modula-3, expressões regulares de Perl. Em 1991, Guido publicou o código (nomeado versão 0.9.0) no grupo de discussão alt.sources(newsgroup).

Nessa versão, adicionadas classes com herança, tratamento de exceções, funções e os tipos de dados nativos: list, dict, str, e assim por diante. Como também um sistema de módulos emprestado do Modula-3. O modelo de exceções também lembrava muito o do Modula-3, com a adição da opção else. Em 1994, é formado o principal grupo de discussão do Python, comp.lang.python.

Os primeiros passos

A versão 1.0 foi lançada em janeiro de 1994. Novas funcionalidades foram incluidas para programação funcional como lambda, map, filter e reduce.

A última versão enquanto Guido estava na CWI foi o Python 1.2. Em 1995, trabalhando no CNRI em Reston, Estados Unidos, de onde lançou diversas atualizações. Na versão 1.4 a linguagem adicionou parâmetros nomeados e suporte nativo a números complexos, assim como uma forma de encapsulamento.

Lançou a iniciativa Computer Programming for Everybody (CP4E; literalmente, “Programação de Computadores para Todos”), que visava tornar a programação mais acessível, um projeto financiado pela DARPA.

Atualmente o CP4E encontra-se inativo. Em 2000, o time de desenvolvimento da linguagem se mudou para a BeOpen a fim de formar o time PythonLabs.

A CNRI pediu que a versão 1.6 fosse lançada, para marcar o fim de desenvolvimento da linguagem naquele local.

O único lançamento na BeOpen foi o Python 2.0, e após o lançamento o grupo de desenvolvedores da PythonLabs agrupou-se na Digital Creations, implementou list comprehension, uma relevante funcionalidade de linguagens funcionais como SETL e Haskell.

A sintaxe da linguagem para essa construção é bastante similar a de Haskell, exceto pela preferência do Haskell por caracteres de pontuação e da preferência do python por palavras reservadas alfabéticas. Também introduziu um sistema coletor de lixo(Garbage Coletor) capaz de identificar e tratar ciclos de referências. Python 2.1 era parecido com as versões 1.6.1 e 2.0.

Licenciamento

Sua licença foi renomeada para Python Software Foundation License. Todo código, documentação e especificação desde o lançamento da versão alfa da 2.1 é propriedade da Python Software Foundation (PSF), uma organização sem fins lucrativos fundada em 2001, um modelo tal qual da Apache Software Foundation.

No lançamento incluiu a mudança na especificação para suportar escopo aninhado, assim como outras linguagens com escopo estático. Atualmente funcionalidade estava desativada por padrão, e somente foi requerida na versão 2.2.

Uma grande inovação da versão 2.2 foi a unificação dos tipos Python (escritos em C) e classes (escritas em Python) em somente uma hierarquia. Isto tornou o modelo de objetos do Python consistentemente orientado a objeto. Em 01/10/2008 foi lançada a versão 2.6, já visando a transição para a versão 3.0 da linguagem.

Entre outras modificações, foram incluídas bibliotecas para multiprocessamento, JSON e E/S, além de uma nova forma de formatação de cadeias de caracteres.

Python 3

O Python 3.0 ou Python 3000 foi lançado em dezembro de 2008, também chamada Python3. Houve quebra de compatibilidade com a família 2.x para corrigir falhas que foram descobertas neste padrão, e para limpar os excessos das versões anteriores.

A primeira versão alfa foi lançada em 31/08/2007, a segunda em 07/12/2007. Várias mudanças foram feitas, inclindo a alteração da palavra reservada print, que passa a ser uma função, tornando mais fácil a utilização de uma versão alternativa da rotina.

Python influenciou várias linguagens, algumas delas foram Boo e Cobra, que usa a indentação como definição de bloco e Go, que se baseia nos princípios de desenvolvimento rápido de Python. Em 2012, foi criado o Raspberry Pi tendo em mente a linguagem Python.

Atualmente, Python é um dos componentes padrão de vários sistemas operacionais, entre eles estão a maioria das distribuições do Linux, AmigaOS 4, FreeBSD, NetBSD, OpenBSD e OS X. A linguagem se tornou a padrão no curso de ciências da computação do MIT em 2009. Além disso, muitas empresas de grande sucesso utilizam Python em seus projetos. Alguns exemplos que usam MUITO Python: Google, Youtube, Nasa, Disney, e no Brasil: Magazine Luiza, Locaweb, globo.com.

Esse texto foi escrito por Welton Vaz.

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Redação Vulpi

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2 comentários

Fernando Cabral · 3 de agosto de 2019 às 00:42

Atualmente desenvolvo na linguagem R e estou estudando e aprofundando meus conhecimentos no Python, essas duas formam uma ótima dupla para projetos de análise de dados, BI ou machine learning.

Jane Silva · 29 de janeiro de 2020 às 00:17

texto bem informativo, bom de ler.
apenas senti falta da explicação de alguns termos pois fica complicado de entender caso alguém esteja lendo pela primeira vez algo sobre python…

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