O que você faz pelo Employer Branding em TI da sua empresa? Employer branding é como a sua empresa é vista como marca empregadora. Ou seja, é a imagem que a empresa projeta para os colaboradores e também potenciais colaboradores, externos à organização.

Fazer com que a identidade da sua empresa seja colocada em prática, e que seja notada, não é responsabilidade de apenas um colaborador, nem mesmo do time de marketing. Essa marca é construída por todos. Isso parte de ações genuínas e espontâneas, e devem começar de dentro.

Um employer branding bem construído, destaca qualquer empresa, que está competindo com outras pela atração de ótimos novos talentos. Quando consideramos a área de TI, essa competição por talentos é ainda mais acirrada, mais do que em qualquer outro setor.

Talvez você já saiba a importância desse tema — para qualquer empresa. Este post é uma versão de um material bem mais completo, o e-book Employer Branding 4 Tech. Nele abordamos o conceito, exemplos, dicas práticas, e o que o mercado de tecnologia traz como diferencial sobre o assunto.

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O que é employer branding?

Para entender o employer branding é importante dar um passo para trás e conhecer primeiro qual é o valor que a sua empresa oferece para seus funcionários. E eu não estou falando só de salários e benefícios. 

O Employee Value Proposition (EVP) é a proposta de valor que uma empresa oferece aos seus colaboradores. E o valor percebido pode ser diferente para cada um deles. Isso é mesmo bem individual, mas é legal a sua empresa usar o EVP para entender o que tem de melhor, qual é seu maior potencial. A partir dele, é possível ter uma forte marca empregadora e promover ações que reforcem essa imagem.

Quando essa visão que os colaboradores têm extrapola os limites da empresa e, de maneira orgânica, passa a ser exposto externamente, é chamado de employer branding.

Por que ele é importante? 

Um employer branding bem estruturado traz vantagens em diferentes áreas da empresa, de maneira direta ou indireta. A página Devskiller reuniu alguns desses pontos:

  • Facilita o recrutamento e seleção

Um forte employer branding atrai um maior número de candidatos em processos seletivos, tornando mais fácil o trabalho de gestores e recrutadores. E isso ainda influencia na candidatura de profissionais mais qualificados.

  • Implicações no salário ofertado

Empresas com reputação de empregadora ruim, são demandadas, pelos próprios funcionários, a pagar salários maiores.

  • Impactos na confiança da marca

Segundo dados do LinkedIn, não saber como é trabalhar na outra empresa é o principal motivo para as pessoas não quererem mudar de emprego. E os candidatos confiam 3 vezes mais no que dizem os funcionários do que no que diz a empresa.

  • Diminuição nos custos

De acordo com estatísticas do LinkedIn, um forte employer branding reduz o turnover em 28% e reduz 50% dos custos por contratação.

O diferencial de employer branding em TI

O mercado de TI tem mais vagas do que profissionais capacitados disponíveis. Isso faz com que o processo seja do tipo candidate-driven, onde a decisão acaba ficando na mão do candidato. Então, além de todas as validações que uma contratação técnica exige, um outro grande desafio do recrutamento e seleção em TI é convencer os candidatos que a sua empresa é um ótimo lugar para trabalhar.

Os melhores talentos têm opções ao escolher um emprego. Eles irão para a empresa que se destacar. E isso envolve tópicos que vão bem além de dinheiro. Claro que os devs esperam um salário no mínimo compatível com o mercado e com sua expertise, mas isso não resolve.

Segundo pesquisa da Betts Recruiting, 50% dos candidatos dizem que, mesmo com um aumento de salário, eles não aceitariam trabalhar para uma empresa com reputação ruim. A maioria das pessoas confia mais no que um colaborador tem a dizer sobre a marca, do que no que um anúncio diz.

Como acompanhar o employer branding

Uma maneira de acompanhar o que os colaboradores dizem sobre a empresa é consultando o site da Glassdoor, onde as pessoas podem deixar avaliações de forma anônima. Com as notas dadas, foi promovida uma premiação para as empresas mais amadas pelos seus colaboradores. E a Vulpi está na lista das top 30 PMEs (pequenas e médias empresas) mais amadas do Brasil!

Então, o que os colaboradores dizem sobre a sua empresa? E o que você faz para trabalhar essa imagem?

O momento para ter essas reflexões, não é quando existe uma vaga aberta há meses sem candidatos capacitados ou quando as taxas de turnover estão altas, nem mesmo quando sua empresa resolve correr atrás de uma premiação de “melhor empresa para se trabalhar”. 

A decisão de se dedicar ao employer branding deve acontecer bem antes, e então esses outros tópicos irão se solucionar de forma natural. Para isso, é importante não tratar o employer branding como um acessório ou supérfluo. Há uma jornada específica e indicadores que devem ser cumpridos para que a estratégia dê certo.

10 Dicas Práticas

É essencial que ações de employer branding tenham um responsável. Tarefas sem dono, normalmente, ficam abandonadas. Geralmente, as empresas alocam o tempo de profissionais de Comunicação e RH para executar as ações em conjunto, mas o direcionamento precisa ter envolvimento dos C-Levels.

Afinal, essa estratégia é sobre a identidade e como a empresa é vista. E é por isso mesmo que é importante que as pessoas que estiverem envolvidas com essas estratégias tenha um discurso e abordagem alinhados. Assim, não é passada uma imagem inconsistente ou contraditória.

Não é sobre comprar camisetas ou encher balões — mas realmente entender o que as pessoas gostam, precisam e valorizam. Tenha em mente que, na área de TI, o salário não é um diferencial de employer branding. Já é esperado que a remuneração seja boa, ou compatível. Para que haja planejamento, é imprescindível que algumas definições sejam feitas.

Confira 10 estratégias de Employer Branding:

  1. Invista tempo no perfil da empresa no LinkedIn e na página de carreiras.
    É super importante gerar uma boa primeira impressão nessas pessoas, tendo essas páginas sempre ativas e atualizadas.
  2. Utilize canais diversificados nas comunicações.
    Assim, é possível ter uma visão macro sobre como é trabalhar na empresa. Lembrando que é sempre mais interessante apresentar a visão dos colaboradores do que da organização.
  3. Cuide das suas vagas e divulgação.
    A maneira como é feita a descrição da vaga diz muito sobre a cultura da empresa, além de apresentar requisitos corretos e reais.
  4. Faça processos humanos, pense em maneiras legais de divulgação.A maneira que você se comunica precisa se destacar das demais empresas. Comece a se comunicar diretamente com quem você quer alcançar.
  5. Participe de eventos, a empresa precisa ser vista.
    Se possível, patrocine Meetups ou faça um dentro da sua empresa. Exponha a marca.
  6. Incentive demonstrações orgânicas.
    Crie o espaço e situações para que os colaboradores compartilhem publicamente momentos do dia a dia.
  7. Crie soluções open source.
    Mostrar e distribuir gratuitamente códigos abertos à comunidade de desenvolvedores agrega valor ao seu público mais importante.
  8. Crie uma cultura de aprendizado.
    Quando a empresa investe no crescimento do colaborador, isso é notado e valorizado. Além disso, proporcionar e incentivar novos conhecimentos é uma maneira de investir na própria empresa.
  9. Tenha contato com os devs desde a universidade.
    Seja participativo em feiras de contratação, dê mentorias, palestras e comece a atrair candidatos desde cedo.
  10. Acompanhe os resultados.
    Tão importante quanto praticar o employer branding, é ser analítico quanto a isso. Sem análises de resultados, as experimentações perdem o sentido.

Conclusão

O employer branding bem construído gera valor para a empresa de várias formas. E quando há a preocupação genuína com essa prática, os colaboradores e o negócio saem ganhando. Planejamento e acompanhamento são essenciais.

As estratégias não precisam ter uma super produção, nem um alto investimento financeiro. Atente-se ao valor que a empresa tem, desenvolva e crie novos. Comece a acompanhar as redes sociais de empresas que você ache legal e veja o que eles fazem.

Comece a ser mais crítico em relação ao que dizem ser os pontos de melhoria da empresa e às vagas abertas que parecem não atrair ninguém. Vá aos poucos, atente-se ao valor que a empresa tem, desenvolva e crie novos.


Maria Clara Moura

Maria Clara Moura

Maria Clara é Analista de Marketing na Vulpi 💜 Tem experiência em Marketing Digital, Inbound, Outbound e Produção de Conteúdo. Focada em gestão de oportunidades e atração de novos negócios.

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