A economia colaborativa é uma das tendências de maior e mais rápido crescimento da história, uma vez que a escassez de recursos do planeta já se manifesta e a criatividade, solidariedade e tecnologia se tornam ativos fundamentais. 

Tudo começou como um movimento alternativo e cresceu para se tornar um negócio de valor multimilionário e uma realidade no Brasil. E está mudando a forma como consumimos produtos e serviços.

O consumo sustentável é o ponto de partida desse conceito. Não precisamos adquirir determinados recursos para fazer uso deles e sim usá-los por um período que nos for útil. O objetivo é não gerar acúmulos e desperdícios desnecessários. Ou ainda destinar nosso dinheiro em um bem que não precisaremos fazer uso constante.

Quer entender melhor sobre esse fenômeno da economia colaborativa e como ela está transformando diferentes setores com exemplos de sucesso acessíveis?

Confira nas próximas linhas deste artigo!

 

Economia colaborativa: conceito e impacto

Primeiramente, é importante entendermos o conceito.

Embora também seja conhecido como “consumo colaborativo”, “economia compartilhada” ou “economia de troca”, o termo “economia colaborativa” foi idealizado em 2008 pelo professor Lawrence Lessig, de Harvard.

Ele a define como: “o consumo colaborativo realizado através das atividades de partilha, troca e arrendamento de recursos sem possuir bens ou ativos.”

É derivado da noção de que as partes mútuas podem compartilhar o valor de uma habilidade ou ativo subutilizado por meio de um mercado compartilhado, plataforma colaborativa ou aplicativo ponto a ponto.

Esse modelo de compartilhamento não é um conceito novo. No entanto, graças à acessibilidade da Internet e da tecnologia móvel, gerenciar transações baseadas em compartilhamento nunca foi tão fácil.

E a ideia tem dado muito certo desde o início. Em um mundo preocupado com o esgotamento dos recursos naturais e a poluição ambiental, cada vez mais as pessoas preferem alugar as coisas de que precisam, em vez de comprá-las e depois descartá-las.

Grandes empresas como Airbnb, Quinto Andar e Uber, revolucionaram o setor de hospedagens, imóveis e transportes, respectivamente. São alguns exemplos que tiveram uma influência importante neste boom.

Além dessas, existem muito mais plataformas de economia colaborativa, algumas delas menos conhecidas, mas com propostas muito interessantes em diferentes áreas. Conheça alguns exemplos abaixo.

 

Principais setores da economia colaborativa

A economia colaborativa tem se demonstrado eficiente, tanto para quem oferece, quanto para quem faz uso. E os setores e marcas tradicionais que não se adaptarem ao novo cenário, terão dificuldades.

  • Transportes

Nosso primeiro exemplo é o setor de transporte. E a ascensão do Uber é um dos melhores exemplos para ilustrar o efeito da economia colaborativa em um setor tradicional.

O Uber e outros serviços de “compartilhamento de carona” oferecem uma alternativa acessível, segura e conveniente às opções de transporte tradicionais, como transporte público ou táxis. Essas alternativas atendem às demandas dos consumidores, ao mesmo tempo que oferecem uma melhor experiência ao usuário.

  • Bens de consumo

Não é surpresa que as marcas baseadas na economia colaborativa estejam dominando a indústria de bens de consumo. Preço acessível, conveniência e eficiência são seus três pilares mais influentes nas decisões de compra. 

Plataformas inovadoras como Ebay e MercadoLivre permitem que os usuários comprem e vendam itens novos ou usados ​​por meio de sua interface e tenham os produtos enviados diretamente para suas casas.

Isso empodera os consumidores da economia colaborativa e fornece-lhes uma maneira mais acessível, conveniente e eficaz de comprar variadas mercadorias com preços personalizados em várias condições e com diferentes garantias.

  • Serviços Profissionais

As vantagens da economia colaborativa são também vistas em serviços profissionais. Eles são conhecidos como freelancers e compartilham seus conhecimentos, habilidades, experiências, certificações ou treinamentos especiais. Alguns exemplos são: redatores, contadores, designers, revisores e tradutores.

Potências como 99Freelas, Rock Content e Workana criam valor ao fornecer uma plataforma rápida, amigável e segura na qual pessoas ou empresas podem encontrar parcerias para “alugar” trabalhos de qualidade.

Muitos outros setores tradicionais logo passarão por mudanças devido à economia colaborativa.

 

Como vimos aqui, a economia colaborativa é uma alteração de mercado. Ela abre portas para que mais empresas inovem em seus produtos, serviços e valores sociais e ambientais. 

 

Conteúdo produzido por Presleyson Lima, Diretor de Marketing da Prolinx, Palestrante e Professor.

Este texto foi produzido por um autor convidado. Tem interesse em compartilhar algum conteúdo no Blog da Vulpi? Clique aqui.


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